Com o tempo comecei a entender um pouco quais eram os melhores para determinado tipo de prato.
Creio que todo brasileiro passa pelo mesmo, até conseguir ter alguma noção, se come muita carne errada...
Agora me passaram dois links que facilitarão muito a vida de todos:
Cortes com fotos e traduções
Dicionário de cortes
Os dois links são úteis e com eles não é mais necessário pedir no açougue sem saber o que é.
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Esse doce se chama Sopaipillas Pasadas. A massa é frita (que aqui se chama sopaipillas) tem formato de disco, algo similar a massa de esfirras, e a calda é feita com a rapadura (que aqui se chama chanchaca) derretida.
Essa mesma massa pode ser consumida com outros itens, como vinagrete, carne moída, etc.
Você encontra todos os estilos em diversas ruas de Santiago. Dizem que a campesina é muito melhor, mas ainda não tive a sorte de provar-la, mas acredito que seja realmente melhor devido aos ingredientes serem muito mais naturais e frescos.
Por falar em fresco, “Fresco” aqui significa ser “mulherengo, galanteador, paquerador, sem-vergonha, etc”. Ainda que eles realmente sejam quase 100% assim (e não importa a idade, beleza, tamanho, etc), ainda assim, eles acham um absurdo serem chamados dessa forma. Portanto, se alguém lhe diz: “Você é muito fresco”, é porque você ta sendo muito abusadinho e é melhor mudar de tática ou de alvo hehehe.
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Minha primeira refeição foi numa espécie de boteco, muito comuns no centro de Santiago. Eles põe o cardápio na calçada, o que achei uma estratégia muito boa, afinal, deste modo, eu não preciso entrar no local para decidir o que comer e se vou comer ali ou não.
Escolhemos comer frango ao molho com arroz/purê e salada. Quando o frango ao molho chegou foi decepcionante, porque era um frango "a la hospital", cozido com água e sal. Algum tempo depois descobrimos que quase todos os frangos são assim pela cidade toda.
Após essa refeição meu estômago não aceitou quase nada mais do Chile. Passei os oito dias sem comer muito, o que acarretou na perda expressiva de peso. Achei que seria algum mal estar pela comida de abertura, porém ao voltar ao país em outra ocasião notei que o problema é realmente a comida ou o local, pois novamente não consegui comer nada.
Na foto ao lado, estamos em um restaurante em Viña del Mar, de frente com a praia de Reñaca, onde encontramos essa adorável brasileira, que saiu de Fortaleza para morar no Chile por ter encontrado sua grande paixão ali. Agora trabalha como garçonete no restaurante e disse que não sente vontade de voltar ao Brasil. Quando perguntei: - E você não quer levá-lo para lá para conhecer sua cidade?, ela respondeu sorrindo e sem pensar muito: - Não, é muito perigoso!, eu: - Perigoso?, ela: - Sim, lá tem muitas mulheres, ele pode querer ficar lá. Rimos muito...
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