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De um momento ao outro eu decidi que queria estudar no Chile. Analisando sua economia, histórico social, cultura, percebi que estava optando por um bom país.
Em um princípio a Universidad Católica estava em minha mente. É considerada uma das melhores aqui no Chile e tem uma estrutura de deixar todas as outras com inveja. Eu me encantei por ela. Mas quando olhei para a mensalidade, o ideal ficou irreal. No sistema de educação superior daqui, mesmo as universidades públicas são pagas (e muito bem pagas).
Haviam inúmeras outras opções. Em Santiago o que não falta são universidades de todos os estilos, preços, posição política e religiosa... conversando com algumas pessoas, cheguei a conclusão de que a Universidad de las Américas (UDLA) estaria no perfil que me acomodava.
Hoje estudo jornalismo nessa universidade e não tenho do que reclamar. Já estudei na Puc e na Unip em Campinas (SP), e a UDLA ganha das duas. Tanto em qualidade de ensino quanto em estrutura, equipamentos, etc. Além disso os professores são amorosos e dedicados, dispostos a nos transformar em bons profissionais, e a Faculdade de Jornalismo está sempre atenta para os novos desafios e em como fazer para transformar essa jornada mais adequada a atualidade. Temos vários professores que trabalham nos grandes meios de comunicação do país e possuem muito o que transmitir de informação. Vejo um comprometimento com a qualidade a todo momento.
Claro que para chegar até ai como aluna, sofri um bocado. Isso porque os tramites para conseguir a transferência me custaram muitos minutos de trabalho. Eu não fazia idéia do que deveria fazer para conseguir transferir meus estudos no Brasil para cá. Então o caminho foi árduo.
Pensando nisso enquanto conversava com uma paulistana que quer vir estudar aqui, percebi que estava na hora de escrever algo sobre isso. Vou colocar abaixo os passos básicos a seguir se você quer TRANSFERIR seu curso para uma universidade chilena. Os casos de intercambio são a parte e de pós graduação ou convalidação de títulos também são distintos e posso explicar depois também.
Cada universidade tem seu regulamento e solicita determinados documentos para aceitar seus estudos no estrangeiro. De qualquer forma, existem documentos básicos que todas pedem, são eles:
1 – Certificado de ensino médio – legalizado;
2 – Histórico escolar (universitário) – legalizado e que contenha APROVADO ou REPROVADO em cada disciplina, além da nota obtida;
3 – Certificado de aluno vigente (matrícula), indicando o total de períodos cursados (semestres), total de semestres da carreira, e que o aluno não possui nenhuma disciplina pendente;
4 – Carta explicando a escala de notas aplicada (qual nota máxima e mínima para aprovar);
5 – Programa de estudos de cada disciplina.
Depois os principais passados a seguir seriam:
1 – Terminar de estudar o semestre no Brasil (para que você tenha as notas do semestre no histórico e possa solicitar os documentos);
2 – Solicitar os documentos na universidade em que estuda (informe que você irá reconhecer firma e necessita saber em qual cartório deve levar os documentos);
3 – Reconhecer firma de todos os documentos no cartório indicado;
4 – Enviar o histórico escolar e o certificado de ensino médio ao Ministério de Relações Exteriores do Brasil para legalizá-los (fica em Brasília e os documentos podem ser enviados por correio);
5 – Levar estes dois documentos no Consulado Chileno no Brasil (depois de legalizados pelo MRE);
6 – Fazer cópia de todos os documentos, por segurança (pedir copia autenticada dos históricos legalizados);
7 – Trazer todos os documentos para o Chile;
8 – Levar os documentos legalizados (histórico e certificado) no Ministério de Relações Exteriores do Chile para oficializar a legalidade deles;
9 – Entregar os documentos na universidade solicitando “Ingreso vía Convalicación”;
10 – Esperar a resposta da universidade.
Para fazer tudo isso você, obviamente, necessita de um pouco de tempo e dinheiro. Cada tramite tem um custo, nem sempre muito baixo, portanto esteja preparado.
Existem pessoas e empresas dedicadas a fazer todo o trabalho por você. Mas com um pouco de dedicação, com certeza você é capaz de fazer tudo sem grandes dores de cabeça.
Em um princípio a Universidad Católica estava em minha mente. É considerada uma das melhores aqui no Chile e tem uma estrutura de deixar todas as outras com inveja. Eu me encantei por ela. Mas quando olhei para a mensalidade, o ideal ficou irreal. No sistema de educação superior daqui, mesmo as universidades públicas são pagas (e muito bem pagas).
Haviam inúmeras outras opções. Em Santiago o que não falta são universidades de todos os estilos, preços, posição política e religiosa... conversando com algumas pessoas, cheguei a conclusão de que a Universidad de las Américas (UDLA) estaria no perfil que me acomodava.
Hoje estudo jornalismo nessa universidade e não tenho do que reclamar. Já estudei na Puc e na Unip em Campinas (SP), e a UDLA ganha das duas. Tanto em qualidade de ensino quanto em estrutura, equipamentos, etc. Além disso os professores são amorosos e dedicados, dispostos a nos transformar em bons profissionais, e a Faculdade de Jornalismo está sempre atenta para os novos desafios e em como fazer para transformar essa jornada mais adequada a atualidade. Temos vários professores que trabalham nos grandes meios de comunicação do país e possuem muito o que transmitir de informação. Vejo um comprometimento com a qualidade a todo momento.
Claro que para chegar até ai como aluna, sofri um bocado. Isso porque os tramites para conseguir a transferência me custaram muitos minutos de trabalho. Eu não fazia idéia do que deveria fazer para conseguir transferir meus estudos no Brasil para cá. Então o caminho foi árduo.
Pensando nisso enquanto conversava com uma paulistana que quer vir estudar aqui, percebi que estava na hora de escrever algo sobre isso. Vou colocar abaixo os passos básicos a seguir se você quer TRANSFERIR seu curso para uma universidade chilena. Os casos de intercambio são a parte e de pós graduação ou convalidação de títulos também são distintos e posso explicar depois também.
Cada universidade tem seu regulamento e solicita determinados documentos para aceitar seus estudos no estrangeiro. De qualquer forma, existem documentos básicos que todas pedem, são eles:
1 – Certificado de ensino médio – legalizado;
2 – Histórico escolar (universitário) – legalizado e que contenha APROVADO ou REPROVADO em cada disciplina, além da nota obtida;
3 – Certificado de aluno vigente (matrícula), indicando o total de períodos cursados (semestres), total de semestres da carreira, e que o aluno não possui nenhuma disciplina pendente;
4 – Carta explicando a escala de notas aplicada (qual nota máxima e mínima para aprovar);
5 – Programa de estudos de cada disciplina.
Depois os principais passados a seguir seriam:
1 – Terminar de estudar o semestre no Brasil (para que você tenha as notas do semestre no histórico e possa solicitar os documentos);
2 – Solicitar os documentos na universidade em que estuda (informe que você irá reconhecer firma e necessita saber em qual cartório deve levar os documentos);
3 – Reconhecer firma de todos os documentos no cartório indicado;
4 – Enviar o histórico escolar e o certificado de ensino médio ao Ministério de Relações Exteriores do Brasil para legalizá-los (fica em Brasília e os documentos podem ser enviados por correio);
5 – Levar estes dois documentos no Consulado Chileno no Brasil (depois de legalizados pelo MRE);
6 – Fazer cópia de todos os documentos, por segurança (pedir copia autenticada dos históricos legalizados);
7 – Trazer todos os documentos para o Chile;
8 – Levar os documentos legalizados (histórico e certificado) no Ministério de Relações Exteriores do Chile para oficializar a legalidade deles;
9 – Entregar os documentos na universidade solicitando “Ingreso vía Convalicación”;
10 – Esperar a resposta da universidade.
Para fazer tudo isso você, obviamente, necessita de um pouco de tempo e dinheiro. Cada tramite tem um custo, nem sempre muito baixo, portanto esteja preparado.
Existem pessoas e empresas dedicadas a fazer todo o trabalho por você. Mas com um pouco de dedicação, com certeza você é capaz de fazer tudo sem grandes dores de cabeça.
Marcadores: universidade
Hoje tive prova de Rádio. O teste era fazer um programa radial com notícias e sabíamos disso há uma semana.
Eu não sabia quem iria entrevistar, porque ainda fico com um pouco de medo de fazer perguntas e ouvir respostas em espanhol. Me dá uma sensação de que eu não vou conseguir entender o que estão me falando.
Mas como a vida tem sido muito boa para mim, ela me presenteou com um acontecimento sendo noticiado do centro de Santiago, bem próximo a minha casa.
A notícia que aparecia na televisão, na tarde da última quinta-feira, era: “Morre general diretor da polícia em acidente de helicóptero no Panamá”. Uhuuulll, eu pensei (um pouco insensível com o fato de que alguém tinha morrido e eu estava feliz). Minha chance. Os jornalistas estavam diante do escritório da polícia, que fica em frente a La Moneda, ou seja, há duas estações de metrô para mim.
Peguei meu super telefone gravador, troquei de roupa e arrastei o Rodrigo junto comigo. Ficamos junto com os jornalistas das 16h e algo até as 20h30. Correndo de um lado pro outro. Sendo apertados, espremidos, empurrados, só para gravar algumas autoridades falando. Estávamos (eu pelo menos) adorando aquela sensação.
Eu me sentia gente grande. Olhava pro lado e via todos os rostos que sempre vejo na televisão. Os atuais ícones jornalísticos dos canais chilenos. Todos ali, do meu lado, trabalhando. Adorei!
Hoje escrevi o livreto de radio para gravar no programa. Estava um pouco tensa, mas feliz com minha realização. Fui pra faculdade e narrei. E advinha?
Mãe, tirei um 10!!! Ok, na verdade foi um 7, mas a nota máxima aqui é 7, então, vale como 10... e isso são para os deuses por aqui. Quem tira a nota máxima é o gênio da classe. Isso significa que to podendo. Me da licença que eu quero passar (ou me formar). Sou uma deusa, um gênio, inteligente, capaz... uhhh, to me sentindo mesmo! Feliz...
Ai vai o que eu gravei:
Agora vou estudar pras outras provas teóricas (aff)...
Eu não sabia quem iria entrevistar, porque ainda fico com um pouco de medo de fazer perguntas e ouvir respostas em espanhol. Me dá uma sensação de que eu não vou conseguir entender o que estão me falando.
Mas como a vida tem sido muito boa para mim, ela me presenteou com um acontecimento sendo noticiado do centro de Santiago, bem próximo a minha casa.
A notícia que aparecia na televisão, na tarde da última quinta-feira, era: “Morre general diretor da polícia em acidente de helicóptero no Panamá”. Uhuuulll, eu pensei (um pouco insensível com o fato de que alguém tinha morrido e eu estava feliz). Minha chance. Os jornalistas estavam diante do escritório da polícia, que fica em frente a La Moneda, ou seja, há duas estações de metrô para mim.
Peguei meu super telefone gravador, troquei de roupa e arrastei o Rodrigo junto comigo. Ficamos junto com os jornalistas das 16h e algo até as 20h30. Correndo de um lado pro outro. Sendo apertados, espremidos, empurrados, só para gravar algumas autoridades falando. Estávamos (eu pelo menos) adorando aquela sensação.
Eu me sentia gente grande. Olhava pro lado e via todos os rostos que sempre vejo na televisão. Os atuais ícones jornalísticos dos canais chilenos. Todos ali, do meu lado, trabalhando. Adorei!
Hoje escrevi o livreto de radio para gravar no programa. Estava um pouco tensa, mas feliz com minha realização. Fui pra faculdade e narrei. E advinha?
Mãe, tirei um 10!!! Ok, na verdade foi um 7, mas a nota máxima aqui é 7, então, vale como 10... e isso são para os deuses por aqui. Quem tira a nota máxima é o gênio da classe. Isso significa que to podendo. Me da licença que eu quero passar (ou me formar). Sou uma deusa, um gênio, inteligente, capaz... uhhh, to me sentindo mesmo! Feliz...
Ai vai o que eu gravei:
Agora vou estudar pras outras provas teóricas (aff)...
Marcadores: pessoal, universidade
Agora que vivo em Santiago e tenho que falar em espanhol todo o tempo, percebo o quanto tenho o idioma mal aprendido. Explico-me, antes que meu professor de espanhol se incomode com o dito. Consigo me comunicar bem, não tenho grandes dificuldades em me expressar (exceto em alguns momentos), porém o sotaque estrangeiro está intrínseco (percebo que tenho usado essa palavra muitas vezes em meus textos extra-blog) em qualquer forasteiro. No meu caso nao é diferente e vai além disso, também tenho um "nao sei quê" que me delata como brasileira nas primeiras palavras faladas, ou seja, começo a falar e pronto me perguntam: "¿Eres brasileña?"
Tenho uma acentuação (e creio que todos os brasileiros a tenham) diferente dos chilenos. Por exemplo, eles falam "êlla", enquanto eu pronuncio "élla" (como um bezerro). E por incrível que possa parecer, para muitos deles essa pequena diferença de tom faz com que não compreendam o que estou falando.
Digo incrível porque o Brasil é tao pleno de sotaque e modismo que estamos acostumados a entender qualquer diferenciação da norma culta do português-Brasil. Nao importa se falam "tu", "você", "cê", "ocê", toda comunicação é válida. E como os brasileiros se esforçam para comunicarem-se! Ainda que com baixa educação, conseguem sobreviver falando mal, porém falando.
Não digo que os chilenos também não façam algum esforço para nos compreender, porém existem alguns que ou se fazem de difíceis ou realmente sentem dificuldade em nossa entonação.
E como se essa dificuldade sentida não bastasse, tenho também o fator: CARREIRA. Decidi em algum momento, que agora me parece um pouco estúpido, concluir a carreira de jornalismo aqui em Chile. Óbvio que isso me trará benefícios posteriores porque terei uma graduação no exterior, porém se tivesse pensado um pouco mais, creio que teria concluído o curso no Brasil para depois vir.
Vejam, tenho certeza que outros cursos não são tão complicados para um extrangeiro, mas jornalismo, letras e outros relacionados diretamente a língua do país, são um caso a parte para nós. Eu sou OBRIGADA a saber o idioma com todas as normas que ele possui. Me sinto sendo alfabetizada novamente e literalmente, porque tenho que estudar acentuação, pontuação, descobrir palavras, ler cinco vezes mais, enfim, dedicar-me a todas as disciplinas mais ao idioma.
Para quem estava acostumada a ter notas entre 8 e 9 em todo o histórico escolar, ter um 4 torna-se desalentador. Mas as dificuldades são para ser superadas. Até dezembro espero falar e escrever tal qual um chileno.
Marcadores: língua, universidade